14 abril 2008

Hopper e a máquina de horizontes, de Márcio-André




Há homens que entendem mais de janelas. Hopper com certeza é um deles. Entender de janelas é fazê-las vigorar como fenda: seu ato de deixar-se ver através. A janela é uma máquina cuja função é nos permitir ver por ela, ou seja, sua única possibilidade de existir é deixando de ser algo. Leia mais.

Um comentário:

Liquificadorizando disse...

Na boa Literatura um objeto inanimado, aparentemente simples e por que não, medíocre; consegue tornar-se poético: "A janela é uma máquina cuja função é nos permitir ver por ela, ou seja, sua única possibilidade de existir é deixando de ser algo".

Parabéns.

Alexandra Periard (Atriz e Escritora)